Quem diria que o Big Brother Brasil tem pai holandês... Há oito anos estreava, no país dos tamancos de madeira, o primeiro programa da série de reality shows mais bem-sucedida de todos os tempos. A fórmula do Big Brother - na qual pessoas comuns são vigiadas por câmeras 24 horas por dia - conquistou o mundo, inspirando uma série de programas de cunho voyeurístico.
Mais precisamente no dia 16 de setembro de 1999, na Holanda, o canal Veronica incluía em sua grade um programa que, em menos de um ano, tomaria de assalto outros 19 países. Essa extensa lista inclui Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Portugal, Suécia, Suíça e Bélgica. Em todas as línguas e culturas, seus participantes se tornaram celebridades da noite para o dia; seus vencedores, milionários instantâneos. A exemplo, aliás, do que ocorreu com nossos brothers nas sete edições do programa da Rede Globo.
BBB 2
A segunda edição do Big Brother Brasil estreou no dia 14 de maio de 2002 e trouxe novos participantes e conflitos. Entre as emoções vividas na casa, muitos momentos de romance e guerra. Thyrso, Manuela e Fabrício viveram um conturbado triângulo amoroso, com direito a grude, namoricos e promessas de amor e uma traição insuspeita da lourinha carioca, que namorava o cozinheiro em frente às claras e beijava o gaúcho às escuras. Com menos romance e mais fogo, o BBB2 também trouxe ao público o casal Jeferson e Tarciana, com cenas de sexo sob as cobertas. Thaís ensaiou um romance com Fernando. Não decolou. Insinuou-se para o caubói Rodrigo, com quem acabaria namorando depois do fim do reality show.
O programa, no entanto, não só aproximou os corações. Houve os surtos psicóticos de Tina, que esperneou, bateu panelas, desarrumou as roupas dos outros jogadores, tirou Fernando do sério e conquistou a antipatia de todos na casa. A ponto de os outros BBs jogarem as roupas da loura paulista na piscina. Já a aeromoça Cida conversava com um passarinho - o São Jorge - e tinha premonições sobre acontecimentos trágicos de sua vida, como a morte da irmã.
Novos personagens, desfecho semelhante. A bolada do Big Brother foi mais uma vez para um representante do interior: o caubói Rodrigo. Que não criou intrigas, nem casos e polêmicas. O vencedor não acreditou quando Bial anunciou que os R$ 500 mil pertenciam a ele e passou mal ainda durante as comemorações, ao vivo.
BBB 3
Na terceira edição do programa, quem engordou a conta bancária foi o mineiro Dhomini, que também levou como troféu o romance com a estonteante Sabrina. Duas novidades marcaram o BBB 3: a criação do anjo, que garantia a imunidade a um participante, e o pré-paredão, no qual o público escolheu um homem e uma mulher para se juntar aos 12 concorrentes que já estavam na casa.
Na contramão dos que queriam livrar a cara do paredão, Dilsinho Mad Max jogou a toalha e deixou o programa, depois de tirar uma casquinha da Miss Brasil Joseane. Em seu lugar, o público passou a acompanhar a rotina do polêmico Harry, integrante da Máfia de Cuecas, grupo liderado pelo massoterapeuta Jean Massumi e que contava ainda com a participação do mergulhador Emílio e do modelo Alan. Na ala feminina da casa, as figurinhas foram trocadas entre a professora Elaine e a advogada e cover de Jennifer Lopez, Viviane.
A Big Mother Andrea adotou a bela Juliana - sorte que Paulo e Samantha não tiveram. Rejeitados de cara, os dois foram os primeiros eliminados do programa. O DJ Marcelo entrou na casa cheio de confiança em seu charme, mas o tiro foi n'água. A mulherada se reuniu e forjou uma estratégia para expulsá-lo do BBB3.
BBB 4
O BBB4 consagrou, pela primeira vez, uma mulher: Cida foi a campeã e faturou o prêmio de R$ 500 mil. A babá entrou na casa com o pé direito, depois de ser escolhida, junto com o auxiliar administrativo Thiago no sorteio dos cupons da revista "Quero ser um Big Brother", da Editora Globo. O sorteio, novidade do jogo, trouxe ao programa uma mulher humilde e tímida, que durante algumas semanas ficou deslocada das conversas dos outros brothers, mas que, aos poucos, foi se enturmando e se modificando: Cida aprendeu um pouco de inglês e "bons modos" com a estudante Juliana, desfilou com roupas modernas e emprestadas das outras participantes, começou a malhar e adquiriu novos hábitos.
A exemplo do que acontecera no BBB3 com Juliana e Paulo, quarta edição do Big Brother também teve um pré-paredão, em que o público escolheu um participante de cada sexo para entrar na casa. Os vitoriosos foram o atleta Zulu, líder nos quesitos simpatia e bom humor, e a frentista Solange, que soltaria algumas pérolas irresistíveis ao longo do programa. Chamou brócolis de "broco", fez a versão "Iarnuou" para a música "We are the world" e divertiu ou chocou os outros jogadores. E foi também Solange que dividiu com Marcela a mais pesada troca de ofensas do programa até hoje, numa briga que ficaria conhecida como "O barraco do milênio".
A lutadora Tatiana arrumou briga com Juliana logo de cara , carimbando a sua saída logo na primeira semana. Os romances apimentaram a quarta edição do BBB. Juliana foi para o edredom com o lutador Marcelo Dourado, enquanto Solange namorou o jardineiro de cemitério Rogério. Junto com Cida, Thiago, a enfermeira Géris e o gerente de loja Cristiano, o segundo casal formou o grupo dos Superpobrinhos. Eles se uniram em rivalidade ao Clube do Boco, integrado por Marcelo, Zulu, o publicitário Eduardo e o empresário Buba, que faleceu no final de 2006.
BBB 5
O BBB 5 foi marcado pela polêmica combinação de votos da maior panela já organizada na casa para manipular as indicações ao paredão. Liderada pelo médico Rogério, a Tropa de Choque chegou a contar com o voto de oito dos 14 participantes, e logo na primeira semana emparedou o professor baiano Jean Wyllys com seis votos. Homossexual assumido e primeiro intelectual a participar do BBB, Jean conquistou o público defendendo a ética, a amizade e a cultura brasileira. Depois de vencer seis paredões - outro recorde do programa -, sempre com o apoio da miss comilona Grazielli e da cabeleireira Tatiane Pink, o professor levou para casa o inédito prêmio de R$ 1 milhão.
À medida que os integrantes da Tropa iam saindo da casa, o clima de intrigas deu lugar à azaração. Tati Rio, Natália e Karla levaram os rapazes à loucura com a brincadeira de salada-mista no jardim. Devagarzinho, o mineiro Alan conquistou o coração da bela Grazielli, enquanto o ensaboado Sammy experimentou um turbulento namorico com a temperamental Pink. Nas últimas semanas, a carismática cabeleireira teve crises de ciúmes ao perceber a crescente amizade entre Alan e Jean, com quem acabaria disputando uma final antecipada. Sammy deu sorte e conquistou o último colar do anjo, garantindo uma vaga na finalíssima, ao lado de Jean e Grazi.
Ao contrário da edição anterior, quando os dois participantes sorteados pela promoção do celular foram finalistas, o padeiro Marcos e a dona-de-casa Marielza não deram sorte. O paranaense foi o segundo eliminado e a carioca teve que abandonar o jogo por problemas de saúde. Mari foi substituída pela estudante Aline, que atuou como espiã da Tropa de Choque. Mas, a essa altura, o público já havia escolhido de que lado iria ficar.
BBB 6
Um apimentado triângulo amoroso, um ex-monge que não gostava de tomar banho, uma ex-bóia-fria campeã: a verdade é que não faltou agitação no Big Brother Brasil 6. Quem deu uma boa espiadinha em Mara, Rafael, Mariana, Inês, Agustinho, Juliana, Carlos, Lea, Dan, Daniel Saullo, Gustavo, Roberta, Iran e Thaís certamente tem fresquinhos na memória os melhores momentos desta edição do programa.
Pela segunda vez, uma mulher faturou o primeiro lugar da disputa: com 47% dos votos do público, a baiana Mara derrotou seus dois adversários no último paredão e ganhou o prêmio de R$ 1 milhão. A modelo Mariana ficou em segundo lugar e levou R$ 50 mil. Já o professor Rafael foi o terceiro colocado do BBB e faturou R$ 30 mil.
Mara entrou no jogo após se inscrever por telefone e ser sorteada para concorrer ao prêmio de R$ 1 milhão. A baiana começou o programa falando pouco e observando muito, mas dia após dia foi se soltando e apresentou ao Brasil sua marca registrada: uma gargalhada espontânea, que levava todos às risadas. Mas a mãezona da casa também chorou muito, por felicidade ou, muitas vezes, por saudades da filha Aracy. O reencontro com a menina, na final do programa, foi emocionante.
Também sorteado para o Big Brother depois de se inscrever por telefone, o comerciário Agustinho terminou a competição em quarto lugar. Fora do BBB, ele também viveu uma forte emoção: por causa da sua exposição na TV, sua família conseguiu encontrar seu irmão Fabiano, que estava desaparecido há mais de 20 anos.
As câmeras do Big Brother Brasil 6 flagraram beijos, muitos beijos ? com direito até a um triângulo amoroso. Um dos galãs desta edição do programa, Daniel Saullo namorou e terminou com Mariana, cheio de saudades da ex-namorada que estava fora da casa. Mas logo em seguida, numa festa, o modelo mineiro engatou um romance tórrido com Roberta. Saullo ainda conseguiu fazer as pazes com Mari. Mas a modelo não ficou parada e também beijou outros lábios: os do professor Rafael.
Inês e Gustavo também ensaiaram um romance, que não chegou a esquentar (nada além de bitoquinhas tímidas). O ex-monge chegou até a questionar sua sexualidade, depois de anos de abstinência. Ele também desenvolveu um hábito estranho e bastante desagradável para os demais confinados: o de não tomar banhos com freqüência. Os brothers chegaram a organizar um mutirão e o colocaram a força debaixo do chuveiro, em uma prova da casa.
O Big Brother Brasil 6 também será lembrado como o BBB da oração. O ritual de rezar antes das refeições e dos paredões foi criado pela psicóloga paraense Thaís e continuou até o fim. Mas isso não significa que os participantes viveram sempre em paz e harmonia: intrigas e discussões não faltaram, mas sempre de um jeito mais civilizado. Nada de baixarias!
A participação dos gêmeos Djair e Djairo também criou alvoroço. A dupla quebrou a rotina dos BBBs, numa prova que valia a imunidade no paredão: quem descobrisse que os dois estavam se revezando na casa faturava o colar do Anjo.
BBB 7
Muito beijo na boca, um triângulo amoroso pra lá de apimentado, muitos barracos e até um pacto de sangue. O que não faltou foi história na sétima edição do Big Brother Brasil, que deu ao paulista Diego Gasques o cobiçado prêmio de R$ 1 milhão. Foi a quinta vez que um homem venceu a edição do programa, mas foi a primeira na qual um participante teve uma vitória com uma porcentagem tão alta: Alemão, como ficou conhecido, recebeu 91% dos votos do público. Em segundo lugar ficou a carioca Carolini, que ganhou R$ 50 mil, e em terceiro a catarinense Bruna, que faturou R$ 30 mil.
Os dezesseis integrantes da casa: Airton, Alan Pierre, Alberto, Analy, Bruna, Bruno, Carolini, Daniel, Diego, Fani, Flavia, Felipe, Fernando, Iris, Juliana e Liane se dividiram em dois grupos logo na primeira festa, por causa de um polêmico pacto de sangue feito por Alberto e Felipe. Um grupo, liderado por Íris, condenou a atitude da dupla e declarou guerra. O outro decidiu relevar o episódio do pacto e se juntou a Alberto para tentar eliminar Iris e Diego do jogo. A partir deste momento começaram os conflitos dentro do BBB7. E o campeão Diego esteve envolvido em quase todos. Alemão brigou com Felipe Cobra, com Airton (no que ficou conhecido como "o episódio da sunga branca"), com Carol, com Fani e até com a amada Iris.
Apesar de toda a polêmica criada por Diego na casa - incluindo um triângulo amoroso com Iris e Fani - o brother conquistou o público. Em quatro dos cinco paredões pelos quais passou, o louro saiu vencedor com mais de 70% de aprovação. A exceção ocorreu no paredão mais difícil para o campeão: contra Iris, Diego permaneceu na casa por uma diferença de apenas 6% dos votos. E o público não pôde ver na casa o esperado beijo do casal.
O público elegeu Flávia, Diego e Iris como os mocinhos da casa. E viu em Alberto e sua namorada, Bruna, além de Airton, Carol e Analy os grande vilões. Apelidado fora da casa de G-5, o grupo liderado pelo caubói ficou mal visto pelos milhões de fãs de Iris e Diego. Dentro da casa, porém, eram maioria. E juntos foram se protegendo e tentando derrubar os mocinhos, conseguindo formar o histórico paredão entre Siri e Alemão.
Mas a sétima edição do BBB não ficou marcada só pelos barracos. O clima de azaração e romance tomou conta da casa logo nos primeiros dias. Flávia e Fernando se beijaram na primeira festa e não se desgrudaram mais. A carioca Carol conquistou três corações: do tímido mineiro Bruno, do conterrâneo Airton e até do argentino Pablo. O hermano, então recém-eliminado do Big Brother argentino, foi escolhido pelo público do país dele para ficar cinco dias na casa do BBB. E e deu em cima da morena já na primeira noite em que passou na casa. Mas ela deixara um namorado do lado de fora e resistiu a todas as cantadas.
Quem também chutou para gol, mas bateu na trave foi Alan Pierre. O pernamubucano bem que tentou engatar um romance com Analy, mas a DJ só fez charme. Os dois trocaram carinhos, tiveram longos papos, mas... Beijo que é bom, nada.
O intercâmbio internacional foi outra novidade do BBB7. Além da visita de Pablo aos confinados daqui, os argentinos receberam a visita de uma ex-sister brasileira. Em disputa com Alan Pierre pela preferência do público, Iris levou a melhor e foi passar cinco dias na casa do Gran Hermano. Enquanto a brasileira de Uberlêndia ensinou os argentinos a prepararem um típico tutu mineiro, o simpático argentino falou de futebol, fez questão de entrar na casa vestido com uma camisa da seleção argentina mas não criou polêmicas. O hermano acabou criando uma amizade verdadeira com Alemão e com Carol.
Fonte: Site do BBB









Compartilhe Esse Artigo: